Primeiro dia do maior julgamento da história de SC dura quase 9 horas

 
O primeiro dia do maior julgamento da história da Justiça de Santa Catarina durou quase 9 horas, nesta quinta-feira (3) em Florianópolis. No total, 80 réus são julgados por ondas de atentados em 2012 e 2013. O julgamento será retomado na manhã de sexta (4) às 9h.
 
Todos os advogados inscritos para fazer a sustentação oral se pronunciaram. No meio da tarde, a desembargadora Marli Mosimann Vargas começou a manifestar o voto a partir das preliminares apresentadas pelos advogados da defesa.
Ela rejeitou as 30 preliminares, que questionavam a validade do primeiro julgamento, e foi acompanhada pelos outros dois desembargadores. O voto ainda passa pelos critérios de mérito, que foi apresentado no fim da sessão, e pelo tamanho da pena que vai ser aplicada.
 
Segunda instância
O TJ avalia em segunda instância. Os réus buscam reduzir penas, que somadas chegam a mil anos de detenção. O processo tem mais de 15 mil páginas. Estão sendo julgados 78 recursos de condenados pelas duas ondas de atentados no estado, em 2012 e 2013.
 
Os réus não participam da sessão porque a legislação não obriga. Do total, 45 estão presos em Santa Catarina e 19, na penitenciária federal em Morssoró, no Rio Grande do Norte. Outros 16 estão em liberdade.
 
Eles são defendidos por 27 advogados, mas só 15 compareceram e 11 se inscreveram para fazer a defesa oral. "A nossa expectativa é de que o Tribunal de Justiça modifique a decisão de primeiro grau, haja vista que ela não fez justiça”, disse o advogado Francisco Ferreira.
 
O julgamento em primeira instância foi em maio de 2014 em Blumenau, no Vale do Itajaí. “A constituição diz que uma pessoa só será considerada culpada quando esgotarem todos os recursos. E não vão esgotar aqui em Santa Catarina, muito provavelmente só vai se definir se eles são culpados ou não em Brasília”, disse o advogado criminalista Sandro Sell.
O recurso foi pedido só pela defesa, portanto não há chance de aumentar as penas. “Pode ser mantida ou reduzida, cada réu terá sua pena analisada individualmente”, afirmou o desembargador Ricardo Roesler.
 
G1 / (Foto: Quintino Júnior/Divulgação)

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Fonte: G1

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