Grêmio leva gols em metade dos jogos na Arena, e zaga preocupa Roger

Por Eduardo DecontoPorto Alegre

 

 

O dia seguinte à traumática eliminação para o Juventude na Arena, no último domingo, mesmo com vitória por 3 a 1, foi de reflexão para os gremistas, reclusos no CT Luiz Carvalho. O período é de remobilização, e o Grêmio leva ao menos uma lição da queda para o duelo com o Rosario Central, na quarta-feira, novamente em casa, pelas oitavas de final da Libertadores: é preciso superar o retrospecto oscilante da defesa em seu reduto para evitar sofrer gols como mandante.

 

O Tricolor foi vazado em sete dos 13 jogos que disputou na Arena em 2016 – há ainda um tento no triunfo por 3 a 1 sobre o Aimoré, em jogo que mandou no Estádio do Vale, por suspensão. Saiu ileso em outros seis. Aí recai outra mácula para a primeira decisão com os argentinos: em todos os jogos "invicto" em casa, contou com Pedro Geromel, baixa por caxumba. Ao todo, a equipe sofreu 10 tentos no estádio na temporada.

– (O surto de caxumba) Preocupa porque a gente está num momento de decisão e queria contar com todos. O Geromel é muito importante, é o melhor zagueiro do Brasil. O Bressan, o Fred, o Werley, que não teve oportunidade de jogar, também são muito bons. É importante ter todos à disposição, você fica com o grupo cada vez mais forte. A gente espera que ele possa voltar logo – projetou o capitão Maicon.

 

A defesa vira, assim, motivo de atenção, até porque o gol qualificado é fator decisivo nos mata-matas pela competição continental. Inclusive, foi fator direto no tropeço para o Ju, no domingo. Após ser derrotado por 2 a 0 no Alfredo Jaconi, na quinta-feira, o Tricolor caiu mesmo com o 3 a 1 em casa, graças ao gol anotado por Roberson.

Algoz na Serra Gaúcha, a bola aérea defensiva é motivo de preocupação. O Tricolor sofreu 14 dos 26 gols da temporada em cruzamentos para a área de Marcelo Grohe.

– A gente trabalha. Às vezes, não acontece como esperamos. A maioria dos resultados se define em bolas paradas. O Roger põe a gente para fazer os treinamentos e, às vezes, acabamos tomando o gol. É corrigir e não acontecer mais. Eu vejo que não adianta chegar e falar lá: "Bota 200 dentro da área". É o posicionamento, um ou outro conversando. Tivemos um pouco de dificuldade em Caxias – avaliou o volante.

Com foco na defesa, o Tricolor faz o último treino antes de encarar o Rosario Central nesta terça-feira à tarde. Na quarta, recebe os argentinos às 21h45, na Arena, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

 

Por Eduardo DecontoPorto Alegre

 

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Fonte: Globo Esporte

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