Mesma zaga, Inter falha pelo alto e volta a repetir fim de 2016

Apesar dos maus resultados no começo do Gauchão, o Inter parecia seguro ao menos na bola aérea. Até domingo. Com a dupla de zaga que marcou o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, o time falhou em dois lances pelo alto e ficou no empate em 2 a 2 diante do Passo Fundo, no Vermelhão da Serra, pela quarta rodada. Assim, o time de Antônio Carlos Zago segue sem vencer na competição e tem campanha de Z-2.

 

Como Klaus estava poupado – ele parece ser o único zagueiro firmado na equipe titular –, o Inter foi a campo com o miolo de zaga formado por Ernando e Paulão. A dupla atuou junta em boa parte da campanha que culminou na queda à segunda divisão do futebol brasileiro no ano passado. Os dois, inclusive, têm sido marcados por parte dos torcedores justamente pelo histórico negativo de 2016. Foi também a primeira partida deles lado a lado em 2017.

 

Coincidência ou não, os gols sofridos pelo Colorado em Passo Fundo nasceram em lances de bola aérea. No primeiro tempo, Xaro cobrou falta da esquerda, e Rodolfo Mól apareceu livre para cabecear na área e abrir o placar. A marcação ficou estática. Depois de virar para 2 a 1, o Inter sofreu mais um golpe no último lance do jogo. Anderson Paraíba mandou a bola para a área, Saimon apareceu livre, mas quem cabeceou foi Eduardo Henrique, no desespero. A bola encobriu Danilo Fernandes e decretou o empate.

Em outras duas oportunidades, o ataque do Passo Fundo suplantou a defesa colorada pelo alto. Aos 38 do primeiro tempo, Mikael errou em cabeçada em cima de Danilo Fernandes. Aos 21 do segundo, foi a vez de Brandão cabecear cara a cara com o goleiro colorado, que fez a defesa no reflexo.

– Nós sofremos o primeiro gol numa bola parada, o que neste ano não tinha acontecido ainda. Depois, numa jogada de lateral, o cara cabeceou e o Danilo fez uma boa defesa. No segundo gol, aconteceu uma fatalidade, e o Eduardo acabou fazendo gol contra – comentou o técnico Antônio Carlos Zago após a partida.

 

Vacilos semelhantes conduzem ao rebaixamento

Os erros pelo alto de domingo remontam às rodadas finais do Campeonato Brasileiro do ano passado. Apesar de terminar a competição com a sétima melhor defesa, o Colorado deixou de vencer três jogos seguidos por problemas na bola aérea. Em todos eles, Paulão e Ernando estavam presentes.

 

Entre a 33ª e a 35ª rodada do Brasileirão, o Inter empatou com o Santa Cruz, perdeu para o Palmeiras e voltou a empatar com a Ponte Preta, respectivamente. Ou seja, foram sete pontos perdidos que evitariam o rebaixamento. Duas partidas ocorreram no Beira-Rio. Em ambas os colorados saíram na frente.

 

No dia 29 de outubro, Vitinho abriu o placar diante do Santa Cruz. Ainda no primeiro tempo, porém, Léo Moura decretou o 1 a 1 após completar cruzamento da direita em cabeçada dentro da pequena área. Em 6 de novembro, o Inter perdeu por 1 a 0 para o Palmeiras, na Arena Palmeiras, com gol de Cleiton Xavier, que se aproveitou de desatenção na marcação colorada após cobrança de escanteio para balançar a rede. Onze dias depois, novamente no Beira-Rio, Antônio Carlos, da Ponte Preta, frustrou a vitória parcial de 1 a 0 do Inter no segundo tempo, com mais um tento de cabeça depois de uma cobrança de escanteio.

 

– A cobrança é feita diariamente, não é após jogo. Evidentemente que o resultado não é o esperado. Tem que trabalhar. Os jogadores estão chegando, se adaptando. O modelo, modo de trabalho, é diferente do que vinha sendo utilizado. Tem esse processo de adaptação do próprio treinador – comentou o vice de futebol Roberto Melo.

Com três pontos em quatro partidas, o Inter segue na ponta de baixo na tabela do Gauchão, em 10º. No próximo sábado, enfrenta o Brasil de Pelotas às 19h30, no Beira-Rio. Antes, porém, o Colorado recebe o Oeste, às 21h45 da próxima quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil. Depois, na quinta, a equipe de Antônio Carlos Zago vai ao Heriberto Hülse encarar o Criciúma, às 20h15, pela Primeira Liga.

 

 

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Fonte: GloboEsporte.comPorto Alegre

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