Chape empate dentro de casa


Jornalismo Cultura AM – Alvaro Busetto

A Chapecoense recebeu em casa pela Libertadores da América na noite de terça-feira (18) a equipe do Nacional do Uruguai, jogo as 21h45 marcado por uma estratégia provocativa por parte dos Uruguaios dentro da Arena Condá. Como não poderia ser diferente em jogo da Libertadores a partida iniciou intensa e terminou nervosa com cobranças encima da arbitragem que não teve uma boa atuação.

Não estava fácil para o verdão que ate começou melhor com chegadas mais ofensivas contra o Nacional, abriu o marcador após uma marcação de falta dentro de área encima de Arthur Kaike. Quem bateu e converteu a penalidade foi Reinaldo que mais uma vez cobrou a perfeição deslocando o goleiro para um lado e bola para o outro, ai a Arena tremeu com o verdão abrindo o marcador.

Mas com o placar ainda apertado era preciso mais, porém a Chapecoense tinha dificuldade de articular bolas do meio para as laterais. E foi numa falha defensiva que a Chape levou o gol, um passe da ponta esquerda de ataque para o meio, o camisa 9 Silveira recebeu sozinho na entrada da área bateu de primeiro igualando o placar na Árena.

No segundo tempo o jogo iniciou nervoso, os jogadores do Nacional demonstravam tranquilidade, provocavam a todo o momento o nível de paciência da equipe do Verdão que em alguns momentos desandou e discussões acaloradas foram registradas dentro do tapete verde. Muitas bolas paradas, muita morosidade para cobrar laterais, tiram de meta e faltas por parte dos visitantes após o gol de empate, e com um arbitro que não fez o seu verdadeiro papel.

Um dos lances que fez o sangue subir dentro de campo e nas arquibancadas foi após uma trombada entre Andrei Girotto e Polenta, após caírem no chão o jogador do Nacional colocou os pês no rosto do volante da Chapecoense, e mais uma vez a arbitragem foi muito fraca deixando o clima esquentar e demorando em punir o jogador, que no fim veio com um cartão amarelo para o camisa 23 Polenta, mas também para o camisa 5 da Chape que havia entrado no lugar de Apodi, Moisés Ribeiro.

A Chape ainda trocou duas vezes, saindo Welligton Paulista para entrada de Túlio de Mello, que teve sua melhor oportunidade após chutar encima do goleiro Conde e com a bola sobrada em suas costas ainda chutou, a bola escorregou na trave e desfilou encima da linha de divisão do gol mas não entrou. Na sua ultima alteração saiu Arthur Kaike que fez uma boa partida para entrada de Niltinho. Porém o placar foi 1X1 e nada mais.

A arbitragem deu quatro minutos a mais de jogo o que causou a revolta dos jogadores, torcedores e até do técnico Vagner Mancini, afinal se contabilizar apenas um lance o jogo ficou parado quase três minutos.

A Chapecoense foi guerreira lutou até o último minuto, teve mais posse de bola, foi o time que mais teve oportunidades, mas faltou sair os gols, e quem mereceu o ar da graça também foi Arthur Moraes, goleiro da Chape que fez duas defesas importantes para ao verdão o que evitou o que poderia ter sido uma derrota em casa.

A Chapecoense volta a jogar contra o Nacional na próxima semana, jogo que ocorre em Motevidéu no Estádio Parque Central, jogo marcado para as 19h00.

No domingo (22) as 16h00 o Verdão joga fora de casa contra o Criciúma, partida para cumprir tabela no Catarinense para encerrar o segundo turno e aguardar as partidas contra o Avaí da grande final.

Confira alguns números do jogo:

Arbitragem: Carlos Orbe Ruíz, auxiliado por Byron Romero e Christian Lescano – trio do Equador.

Cartões amarelos: Moisés Ribeiro; Otálvaro, Ramírez, Polenta e Arismendi (N).

Público: 12.320 (total). Renda: R$ 345.430,00.

 

Foto: Wesley Santosws

Chape

Fonte: Jornalismo Rádio Cultura / Alvaro Busetto

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