Filho de ministro é barrado no TSE sem paletó e gravata

 

O filho do ministro Napoleão Nunes Maia foi barrado na tarde desta sexta-feira (9) ao tentar entrar no plenário principal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanhar o julgamento da ação contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

Segundo a assessoria da Corte eleitoral, o filho do magistrado não estava vestindo paletó e gravata, exigência do tribunal para acesso ao plenário.

Ele vestia jeans e camisa pólo no momento em que foi barrado pelos seguranças que controlam a entrada ao recinto de julgamentos do TSE.

Até a última atualização da reportagem, o nome do filho do ministro do TSE ainda não havia sido divulgado pela assessoria do tribunal.

Irritado por ter sido barrado, ele foi acompanhado por seguranças da Corte e assessores do pai até a entrada privativa do TSE para se encontrar com Napoleão Maia, que foi informado da confusão enquanto aguardava para votar no julgamento da ação que pode cassar o mandato de Temer.

O magistrado deixou a sessão antes mesmo do intervalo do almoço para falar pessoalmente com o filho. Depois, eles deixaram a sede do TSE de carro. De acordo com a assessoria do tribunal, os dois “devem ter ido almoçar”.

O que diz o ministro

Na tarde desta sexta, o ministro pediu a palavra para falar em plenário sobre o episódio. Segundo Napoleão, o filho dele o iria mostrar a foto da neta. Para ele, a decisão de barrar o filho dele foi acertada.

"Meu filho veio aqui ao tribunal para entregar umas fotos da filha. Como não vou estar em Fortaleza, ele veio me mostrar a foto. Ele não vinha trajado a rigor e, portanto, não pode entrar acertadamente no recinto das sessões. A segurança do tribunal barrou-lhe o ingresso", disse o ministro.

Na sequência, Napoleão acrescentou: "Um site altamente dinâmico e consultado do Brasil publicou uma notícia dizendo que um homem misterioso, portando um envelope, tentou forçar a entrada no TSE para entregar isto [o envelope] ao ministro Napoleão. 'Homem misterioso' e 'envelope', dentro da nossa linguagem, tem um significado [...] Eu passei hoje momentos de grande revolta e de desejo de que esta pessoa sofra em si ou na sua família o que me fez passar. Era simplesmente um envelope com as fotos de uma criança".

Delação da OAS

Em seguida, o ministro começou a falar sobre reportagem que, segundo ele, o incluía nas delações de executivos da OAS na Lava Jato.

"Eu recebi da diaconia da minha igreja em Fortaleza uma pergunta sobre isso, esse negócio da OAS. Eu respondi ao pastor simplesmente assim: 'Com a medida que me medem, serão medidos. E sobre ele desabe a ira do profeta'", disse Napoleão.

 

"É uma anátema islâmica. A ira do profeta não vou dizer o que é. Eu vou fazer um gesto da ira do profeta [neste instante, ele gesticulou com a palma da mão serrando a garganta]. É o que eu desejo, que sobre eles desabe a ira do profeta. Eu sou inocente de tudo isso, estou sendo injustamente, perniciosamente, sorrateiramente e desavergonhadamente prejudicado no meu conceito", concluiu o ministro.

Gravata

Fonte: G1, Brasília

Linha
Player de Streaming

Todos os direitos reservados. Rádio Cultura de Xaxim Ltda.              49 3353.2425