Extinção das ADRs”, defende Merisio

 

Principal nome do atual governo de Santa Catarina para concorrer às eleições do próximo ano, Gelson Merisio já sabe o que fazer com as Agências de Desenvolvimento Regional (ADR) se chegar ao cargo de governador do estado. Em entrevista à Rádio Princesa de Xanxerê, o atual deputado estadual disse que vai extinguir as ADRs.

 

Segundo ele, as agências custam para os cofres do governo estadual R$ 250 milhões anualmente. Merisio justifica que os órgãos surgiram há 14 anos, na gestão do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, com o objetivo de interiorizar as ações do governo catarinense. No entanto, as ferramentas e tecnologias atuais possibilitam que o trabalho feito pelas ADRs seja realizado sem burocracia pelos próprios municípios.

 

“Caso eleito, meu primeiro ato seria a extinção das ADRs. São R$ 250 milhões de custeio por ano e isso em quatro anos é R$ 1 bilhão”, reforçou o parlamentar. “Acredito que é muito melhor aplicar esse recurso com planejamento com os municípios e nas ações do que na atividade administrativa. Não é fazer uma crítica do passado, e sim fazer uma constatação do que são as práticas para o futuro. Temos que compreender que precisamos evoluir. A inovação que estamos precisando, seja em segurança pública, na saúde, nos serviços como um todo, tem que existir. A tecnologia sendo aplicada vai tornar absolutamente desnecessários processos administrativos como são as ADRs”, ponderou o pré-candidato do PSD.

 

Segundo o deputado, atualmente são 1.400 cargos comissionados atuando nas ADRs, mas o número pode cair para 200. Ainda de acordo com Merisio, em 2020, 63% dos servidores estarão aposentados e uma das defesas em não repor esse pessoal é de que o estado não teria receita para custear tantos servidores.

 

“Nós não vamos mais poder fazer no futuro o que fazíamos no passado. Esse modelo político que vem sendo aplicado até aqui está completamente ultrapassado. Nomeação de cargo comissionado por deputado, por ambiente partidário, não tem mais espaço. Santa Catarina tem 1.400 cargos comissionados e no futuro teremos que ter no máximo 200. O restante tem que se trabalhar com os quadros efetivos”, analisou.

 

Ele ainda frisou a necessidade de melhoria das práticas administrativas, reduzindo drasticamente os cargos comissionados, contando inclusive com profissionais de fora do governo. “É importante que isso exista para que se tenha uma oxigenação dos processos, que haja uma participação efetiva da sociedade, e sem o processo de indicação política de como é hoje. Não é uma crítica do que foi feito até aqui. É um tempo que terminou e há de se começar um novo processo muito mais enxuto, muito mais inteligente nas respostas”, concluiu.

 

 

Merisio

Fonte: Com informações do Tudo Sobre Xanxerê

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