Especialistas em lavagem de dinheiro integram operação

 

Foto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

Uma equipe da Receita Federal especializada em lavagem de dinheiro ligada à superintendência da 9ª Região Fiscal, em Curitiba, virá a Itajaí para analisar o material apreendido pela Polícia Federal nas operações Contentor e Oceano Branco, deflagradas na terça-feira contra o tráfico internacional de drogas. Os grupos criminosos utilizavam os portos catarinenses para o envio de cocaína para o exterior, principalmente à Europa. Documentos e contas de oito suspeitos e sete empresas, supostamente ligadas às quadrilhas, serão alvo de perícia fiscal. 

As suspeitas são de que as empresas, todas na região de Joinville, estivessem sendo usadas para "esquentar" dinheiro ilegal. Na lista há transportadoras, imobiliária, revenda de veículos e uma distribuidora de fertilizantes. Segundo a Polícia Federal, o grupo já utilizava os portos de Santa Catarina há pelo menos cinco anos — Itajaí, Navegantes, e recentemente também Itapoá.

Klebs Garcia Peixoto Junior, inspetor-chefe da Alfândega da Receita Federal em Itajaí, diz que a Receita aguarda a triagem do que foi recolhido pela Polícia Federal e o acesso à papelada autorizada pela Justiça.

A previsão é que a PF faça a análise das provas a partir da próxima semana. O delegado Fábio Mertens, que coordena a operação Oceano Branco, ainda não tem o balanço da quantidade de materiais apreendidos. Os mandados de busca foram cumpridos em 73 locais diferentes, em seis estados — Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba.

Novos depoimentos

Os 56 presos detidos na terça-feira já foram ouvidos pela polícia. Todos passaram por audiência de custódia antes de serem encaminhados às unidades prisionais. A maioria (36) foi levada ao Complexo Prisional da Canhanduba, em Itajaí. 

— Vamos seguir com as investigações. Agora começam as análises do material recolhido e, como consequências, outras pessoas poderão ser chamadas a prestar esclarecimento — disse o delegado.

 

As testemunhas deverão ser chamadas nas próximas semanas.

Trafi

Fonte: Diário Catarinense

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