Manifestantes percorrem avenida em protesto em Chapecó, SC

Foto: Bruna Brum

O dia amanheceu coberto com chuva, mas isso não impediu que os alunos e professores realizassem a manifestação contra a Reforma da Previdência, programado para acontecer em várias cidades do Brasil.

Em Chapecó, estava previsto que seis escolas estaduais atrasassem em um dia o início do ano letivo. Outras teriam atendimento parcial, no período da tarde.

O movimento, de acordo com Rozangela Dalbosco, professora aposentada e membro do Sindicato dos Servidores Municipais, começou às 7 horas da manhã em uma concentração em frente a uma loja, no centro de Chapecó e subiu a avenida Getúlio Vargas.

Rozangela foi professora do ensino fundamental e se aposentou em março de 2017, mas conta que continua na luta. Para ela, o movimento é uma expectativa de que as novas gerações não percam o incentivo para continuar lutando pelos seus direitos. “Espero que as novas gerações se alimentem dessas experiências de luta e não desanimem, não desistam”, finaliza Rozangela.

O ato iniciou em frente a uma loja no centro de Chapecó onde os manifestantes se concentravam. A Polícia Militar precisou ser chamada, pois eles não teriam deixado os funcionários abrirem as portas da loja.

Policiais foram ao local e conversaram com os organizadores, em seguida abriram as portas. "Sobre a manifestação na manhã de hoje, a Polícia Militar agiu, conforme legislação vigente e doutrinas operacionais, para proteção dos direitos, tanto de manifestação quanto de segurança e direito de ir e vir", informou a PM.

Empresa se manifesta

No início da tarde desta segunda (19), o proprietário da Havan, Luciano Hang, usou as redes sociais para falar sobre a manifestação que teve início em frente à loja do grupo, no centro de Chapecó.

Confira o que ele escreveu.


“Hoje pela manhã manifestantes e políticos ligados ao PT se reuniram em frente à loja Havan de Chapecó  querendo impedir a abertura e o acesso dos nossos colaboradores e clientes a loja. Todos foram identificados e serão processados criminal e civilmente. Queremos agradecer a policia que prontamente restabeleceu a ordem. Fica aqui o meu apelo para que mudem as leis, para que o certo volte a ser certo e o errado volte a ser errado”, publicou.

Professores e estudantes participam de manifestação

Educadores e jovens estudantes caminharam juntos, cantaram e empunharam cartazes contra a Reforma da Previdência nesta manhã. Entre os educadores estava Silvano Santin, professor de matemática e física e coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTE) da cidade de Caxambu do Sul.

Para ele, a manifestação, além de ser um protesto contra a Reforma da Previdência, é também uma forma de ensinar aos estudantes. “Eu vejo que esse trabalho, esses jovens já entenderam o processo e a nossa função enquanto professor não é fazer política partidária, ou qualquer política fora de controle, mas explicar para os jovens o que está acontecendo, que todos somos trabalhadores e que um direito que é perdido afeta todos nós, no presente e principalmente no futuro” diz o professor.

A deputada Luciane Carminatti (PT) também esteve no evento e ressaltou a importância da manifestação. “Essa luta é necessária para garantir dignidade, garantir direitos e fazer ao mesmo tempo a denúncia de que a Previdência precisa cobrar de quem deve” finalizada a deputada. 

 

 

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Fonte: RedecomSC

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