Fábricas de ração da BRF utilizavam medicamentos proibidos

 

 

Santa Catarina não tem nenhuma planta frigorífica envolvida na terceira fase da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira. No entanto, duas fábricas de ração da BRF (dona das marcas Sadia Perdigão), em Chapecó e em Concórdia, estão implicadas no esquema de fraude. Nesta manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na fábrica de Chapecó.

A ração é distribuída aos integrados da empresa para fiquem responsáveis pela criação e engorda de aves e suínos, que depois são abatidos pela BRF e processados para destinação aos mercados interno e externo  

Em petição da procuradora da República  Lyana Helena Joppert Kalluf, são detalhadas as irregularidades: "nota-se que as fórmulas declaradas pela fiscalização federal raramente condizem com a realidade, contendo medicamentos não permitidos, substâncias dosadas acima do máximo legal permitido ou substâncias não declaradas".   Não é detalhado, no entanto, quais seriam os medicamentos. 

As fórmulas eram rotineiramente alteradas e eram encontrados meios de burlar a fiscalização para que não detectassem o que realmente estava contido nas misturas. Chama a atenção, em um dos e-mails, o fato de uma funcionária escrever que é possível andar dentro da lei, mas que hoje as fraudes são "uma estratégia da empresa". Em outra mensagem, uma funcionária descreve como burlar a lei, numa descrição do passo a passo da fraude.

Procurada no início da manhã, a BRF não havia se posicionado até a última atualização desta matéria.

 

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Fonte: Diário Catarinense

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