Exportações de SC caem 3% em fevereiro

 

Foto: Plínio Bordin / Fiesc

Os embarques catarinenses ao exterior alcançaram R$ 594 milhões em fevereiro, uma queda de 3% em comparação com o mesmo mês no ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgados nesta semana. Em relação a janeiro houve estabilidade, com incremento de 0,45%. No país, houve crescimento de 11,9% em fevereiro de 2018 ante igual período de 2017.

Com a queda de 3% o Estado interrompe uma sequência de pelo menos 13 altas seguidas nas comparações interanuais. O recuo foi puxado pelas vendas de carne suína, que encolheram 8,8%, e são o segundo principal produto da pauta de exportações catarinense. A causa é um embargo da Rússia, que começou a valer a partir de dezembro, sob alegações de que haviam estimuladores de crescimento no produto brasileiro, proibidos pela autoridade russa. 

— O Ministério da Agricultura já mandou laudos e exames, já fomos em reuniões com a autoridade russa, e até agora não foi levantada a suspensão. Isso afeta muito porque 40% da carne suína (de SC) vai para a Rússia - diz  o diretor executivo do Sindicato  da Indústria de Carne e Derivados em SC (Sindicarnes), Ricardo de Gouvêa. 

A carne de aves, que lidera a pauta catarinense, registrou estabilidade no paralelo com 2017, incremento de 0,4%. Antes, no entanto, vinha apresentando crescimentos relevantes. A estagnação, segundo Gouvêa, deve-se à suspensão, por parte do Ministério da Agricultura (Mapa), de autorização para exportação à União Europeia de cerca de 30 plantas frigoríficas no país, algumas em SC, que no momento estão se adequando a exigências do órgão federal.

Dos cinco principais bens vendidos  pelo Estado a outros países, o maior avanço foi do tabaco (88%), seguido por motores elétricos (23,5%). 

Em oposição às exportações, as importações do Estado cresceram 43,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, aproximando-se de US$ 1,2 bilhão, dando continuidade aos avanços observados desde 2015. Entre os produtos que mais pesaram nas importações, a maior alta foi de instrumentos para medicina (125,9%), seguidos por polímeros de etileno (75,6%). No comparativo com janeiro, houve queda de 7,3%. O comportamento foi semelhante em nível nacional, com aumento de 13,7% frente a fevereiro de 2017, e queda no comparativo com janeiro de 2018, de 12,6%  

Os embarques aos Estados Unidos, principal destino das vendas de SC ao exterior, tiveram avanço de 16,8% em relação a fevereiro de 2017, impulsionado por partes de motor. Já quanto à China, segundo país mais importante para o comércio exterior catarinense, houve recuo de 21%, influenciado pela soja. Estados Unidos, China e Argentina respondem por mais de um terço das vendas externas do Estado. As vendas para a Argentina tiveram alta de 18,6%, associada ao papel.

 

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Fonte: Diário Catarinense

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