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Os pais ou o responsável pela criança podem ser punidos com multa caso não garantam a imunização contra sarampo e poliomielite durante o período. Isso porque a vacinação, que é um direito de crianças e adolescentes, é obrigatória quando se trata de campanhas nacionais. Além disso, a falta de imunização acarreta a disseminação das doenças a outras pessoas e, assim, afeta a preservação da vida, direito também previsto em lei.
 
– Nós estamos tratando de política pública. O foco é a saúde. E a saúde de uma coletividade. A partir do instante em que eu coloco em risco outras crianças e outros adultos e adolescentes, eu não estou me comprometendo com o que temos na Constituição, que é a preservação à vida – explicou Katiuscia Damas, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB Joinville, em entrevista à NSC TV.
 
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê multa de três a vinte salários mínimos aos responsáveis que descumprirem os deveres de guarda – inclusive deixando de vacinar. Em caso de morte pela doença, os pais podem até responder por negligência, segundo a presidente, ou com duplicação nos valores da multa.
 
Katiuscia defende que as escolas poderiam ajudar na adesão à imunização, como medidas como tornar obrigatória a apresentação da caderneta de vacina no decorrer do ano letivo para garantir a vaga e, assim, estimular que se mantenha atualizada.
 
O que é poliomielite?
 
A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que ocorrem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.
 
A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.
 
Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável, a VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente, a VOP (gotinha).
 
O que é sarampo?
 
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.
 
As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de cinco anos de idade. A vacinação contra o sarampo é a única maneira de se prevenir a doença.
 
PERGUNTAS E RESPOSTAS
 
Quando e onde ocorre a campanha?
 
Entre 6 e 31 de agosto, em postos de saúde de todo o país. No Estado, 1.102 salas de vacinação participam da campanha.
 
Qual é o foco da campanha?
 
Crianças com idade entre um ano e cinco anos incompletos (quatro anos, 11 meses e 29 dias).
 
Crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos?
 
Sim. Todas as crianças com idade entre um ano e menores de cinco anos devem comparecer aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.
 
Há riscos ao tomar doses a mais?
 
Não há riscos.
 
Alguma das vacinas têm contraindicação?
 
Não, mas crianças com doenças imunossupressoras devem passar por avaliação médica.
 
Qual é a vacina usada contra a pólio?
 
Crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio vão receber a vacina inativada poliomielite (VIP), na forma injetável. Crianças que já receberam uma ou mais doses contra a pólio vão receber a vacina oral poliomielite (VOP), na forma de gotinha.
 
Qual é a vacina usada contra o sarampo?
 
A vacina contra o sarampo usada na campanha é a tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba.
 
O que levar?
 
A caderneta de vacinação. Mas mesmo quem não tiver o documento deve procurar o posto de saúde para imunização.
 
Adultos participam da campanha?
 
Não. A campanha tem como foco crianças, mas, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, adultos com até 29 anos que não tiverem completado o esquema na infância devem receber duas doses da tríplice viral e adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da tríplice viral. O adulto que não souber sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde mais próximo para tomar as doses previstas para sua faixa etária.
 
Diário Catarinense

 

 

Multa

Fonte: Diário Catarinense

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