Conheça quem são os ministros empossados por Bolsonaro

 

No último dia 9, o presidente eleito Jair bolsonaro concluiu suas indicações para os cargos ministeriais que irão compor seu governo a partir deste dia 1º de janeiro. Após prometer reduzir de 29 para 15 ministérios, o presidente repensou a distribuição de pastas e acabou fechado a conta em 22 ministérios.

Confira aqui, quem são os 22 nomes escolhidos por Bolsonaro para chefiar cada uma das pastas:

CASA CIVIL

Onyx Lorenzoni: Deputado federal eleito para o quinto mandato, Onyx recebeu mais de 183 mil votos neste ano, o segundo mais votado do Rio Grande do Sul. Aos 64 anos, é médico veterinário e sócio de um hospital veterinário em Porto Alegre. Apesar de o DEM não pertencer à aliança de Bolsonaro, Onyx apoiou o capitão desde o início da campanha e foi escolhido como ministro extraordinário da transição.

 

ECONOMIA

Paulo Guedes: Coordenador do plano econômico, é chamado de Posto Ipiranga pelo presidente eleito, em referência a um comercial de TV que aponta o estabelecimento como resposta para todas as demandas. Ficará à frente de um superministério que vai agrupar à Economia a Fazenda, o Planejamento e o Programa de Parceria de Investimentos. Guedes tem 69 anos e um dos fundadores do Banco Pactual e do grupo BR Investimentos, hoje parte da Bozano Investimentos.

 

JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA

Sérgio Moro: Natural de Maringá (PR), além de magistrado, é escritor e professor universitário. Graduado em Direito, tem mestrado e doutorado e é juiz federal desde 1996. Moro ficou famoso por liderar os julgamentos da Lava-Jato e condenar em primeira instância o ex-presidente Lula. No futuro governo, liderará um dos superministérios, responsável por duas das mais importantes pastas.

 

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Marcos Pontes: Primeiro sul-americano a ir para o espaço, Pontes, 55 anos, será um dos militares que integrarão o primeiro escalão de Bolsonaro. Ex-piloto de caça, é mestre em engenharia de sistemas. Em 2014, se candidatou a deputado estadual em São Paulo, mas não se elegeu. Filiado ao PSL, Pontes chegou a ser sondado como vice na chapa do capitão reformado.

 

BANCO CENTRAL

Roberto Campos Neto: É neto de Roberto Campos (1917-2001), importante economista liberal que foi ministro durante a ditadura militar. Diretor do banco Santander, é responsável atualmente pela tesouraria, mas já atuou em diversas áreas. Passou também pelos bancos Bozano e Simonsen e pela gestora Claritas. Especialista em Finanças pela Universidade da Califórnia (EUA).

 

GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL

General Heleno: General quatro estrelas, a mais alta graduação do Exército, Augusto Heleno Ribeiro Pereira tem 70 anos e está na reserva depois de atuar por 44 anos nas Forças Armadas. Filiado ao PRP, chegou a ser cogitado para ser vice na chapa do capitão da reserva, possibilidade rechaçada por seu partido, o que fez o militar pedir a desfiliação da sigla. Foi chefe do Comando Militar da Amazônia, de 2007 e 2009.

 

AGRICULTURA

Tereza Cristina: Primeira mulher escolhida para o primeiro escalão, Tereza Cristina, 64 anos, é engenheira agrônoma e produtora de soja em Mato Grosso do Sul. Foi secretária estadual e, neste ano, reelegeu-se deputada federal pelo MS. Se consolidou como das lideranças da bancada ruralista no Congresso, onde assumiu a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária.

 

DEFESA

General Fernando Azevedo e Silva: Ex-chefe do Estado Maior do Exército, Azevedo foi indicado pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em setembro, como assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de quem recebeu elogios. O primeiro nome cotado para o Ministério era o do general Augusto Heleno, que acabou sendo indicado por Bolsonaro para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

 

RELAÇÕES EXTERIORES

Ernesto Araújo: Ernesto Henrique Fraga Araújo ocupava o cargo de diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos na gestão do chanceler Aloysio Nunes Ferreira. Durante a campanha, causou polêmica por manter um blog no qual fazia campanha para Bolsonaro, então candidato, chamando o PT de "Partido Terrorista".

 

CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO

Wagner Rosário: Wagner de Campos Rosário continuará à frente da CGU no futuro governo. Natural de Juiz de Fora (MG), tem 42 anos e é auditor Federal de Finanças e Controle desde 2009. Tornou-se o primeiro servidor de carreira da CGU a assumir o cargo de secretário-executivo e ministro da pasta, em junho do ano passado. Antes de ingressar no órgão, ele integrou o Exército, chegando ao posto de capitão.

 

SAÚDE

Luiz Henrique Mandetta: Médico e ex-secretário da Saúde de Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta (DEM) está no segundo mandato de deputado federal e não disputou as eleições deste ano. É investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 no período no qual foi secretário da capital do MS.

 

EDUCAÇÃO

Ricardo Vélez Rodríguez: Nascido em Bogotá, na Colômbia, em 1943, Vélez Rodríguez é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Tem formação em Filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana (1964), com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: pensamento brasileiro, filosofia brasileira, filosofias nacionais, liberalismo e moral social.

 

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO

André Luiz de Almeida Mendonça: Com pós-graduação em Governança Global, André Luiz de Almeida Mendonça é advogado da União desde 2000 e foi procurador seccional da União em Londrina, no Paraná. Ele atuou em áreas de transparência e combate à corrupção em parceria com a Controladoria-Geral da União e também coordenou a área disciplinar da Corregedoria da AGU.

 

SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA

Gustavo Bebianno: Presidente do PSL durante a campanha eleitoral, tendo deixado o cargo logo após o segundo turno, Bebianno se tornou braço direito de Jair Bolsonaro. O advogado não tinha experiência política até 2017, quando foi apresentado ao presidente eleito, após mandar e-mails para o gabinete do deputado, em Brasília, oferecendo ajuda jurídica grátis.

 

SECRETARIA DE GOVERNO

Carlos Alberto dos Santos Cruz: Natural de Rio Grande (RS), o general-de-divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz foi anunciado no dia 26 de novembro como novo secretário de Governo - cargo que tem status de ministério e é responsável, entre outras atribuições, pela relação com o Congresso. O militar ocupou a Secretaria de Segurança Pública no governo Temer, entre 2017 e 2018, e comandou as tropas da ONU no Haiti e no Congo.

 

INFRAESTRUTURA

Tarcísio Gomes de Freitas: Ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Tarcísio Gomes de Freitas foi anunciado como futuro ministro da Infraestrutura em 27 de novembro. O futuro ocupante da pasta é formado pelo Instituto Militar de Engenharia e atualmente consultor legislativo da Câmara dos Deputados.

 

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Gustavo Canuto: Canuto é servidor efetivo do Ministério do Planejamento e foi anunciado como futuro comandante da pasta, que foi criada por Bolsonaro, em 28 de novembro. Conforme o site do Ministério da Integração Nacional, ele não tem filiação partidária. De acordo com Bolsonaro, Canuto foi escolhido por sua "ampla experiência".

 

TURISMO

Marcelo Álvaro Antônio: Marcelo Antônio foi eleito deputado federal pelo PSL em outubro, com a maior votação de Minas Gerais — 230.008 votos. Ele também é presidente do partido de Bolsonaro no Estado. Filho de Álvaro Antônio Dias, que foi parlamentar pelo PMDB e pelo PDT, Marcelo se elegeu vereador de Belo Horizonte pelo PRP em 2012. Em 2014, pelo PR, conseguiu pela primeira vez uma vaga na Câmara.

 

CIDADANIA

Osmar Terra: Médico e deputado federal do MDB gaúcho, Osmar Terra será o ministro da Cidadania no governo de Bolsonaro. O anúncio foi feito na tarde de 28 de novembro. A indicação foi da Frente Parlamentar da Assistência Social. Em sua primeira manifestação, Terra afirmou que o foco na área social será qualificar o programa Bolsa Família e mencionou o pedido de Jair Bolsonaro para a instituição de um 13º salário para o benefício.

 

MINAS E ENERGIA

Albuquerque Junior: O almirante é o sexto militar entre os ministros anunciados para o próximo governo, mas o primeiro nome da Marinha no alto escalão do governo Bolsonaro, que já conta com integrantes do Exército e da Aeronáutica.

 

MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS

Damares Alves: A advogada e assessora do senador Magno Malta (PR-ES) Damares Alves foi confirmada nesta quinta-feira (6) como ministra da pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos, que será criada no governo de Jair Bolsonaro. A pasta também abrigará a Fundação Nacional do Índio (Funai). Damares é assessora jurídica da Frente Parlamentar de Apoio à Vida.

 

MEIO AMBIENTE

 

Ricardo de Aquino Salles: O advogado foi o último nome confirmado por Bolsonaro, completando a lista de 22 ministros. Concorreu a deputado federal de São Paulo pelo partido Novo e ficou na suplência. Foi secretário particular do então governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) entre 2013 e 2014, e em julho de 2016, assumiu como secretário estadual do Meio Ambiente, cargo no qual permaneceu até agosto de 2017.

Fonte: Capital News

 

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Fonte: Os ministros de Bolsonaro — Foto: Arte/G1

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