Reajuste no preço do gás de cozinha pode não ser passado ao consumidor

 

 

 (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

O reajuste do preço do gás de cozinha anunciado pela Petrobrás começa a valer nesta terça-feira (6) em todo o País. O aumento repassado pela companhia às distribuidoras é de R$ 0,26 – saindo de R$ 25,07 em novembro para R$ 25,33 em janeiro. Em Xanxerê, empresas que revendem o produto aguardam a chegada da primeira carga com reajuste para analisar o preço para o consumidor. Porém, devido à grande concorrência entre grandes e pequenas revendedoras no município, há a possibilidade de que esse aumento não seja repassado ao bolso dos xanxerenses desta vez.

O preço médio do botijão de gás de cozinha em Xanxerê é R$ 80. João Carlos Rossi, empresário que trabalha no ramo há mais de 30 anos e que tem revendedoras de gás em toda a região, inclusive em Xanxerê, comenta que há muita competitividade no mercado xanxerense e que pequenos revendedores não costumam passar os reajustes aos consumidores que atendem, prejudicando as empresas maiores e que tem mais gastos para manutenção das atividades.

- Nossa empresa sempre segue a orientação da nossa bandeira, que é aplicar os reajustes para o consumidor. Porém, como revendedores pequenos não repassam os reajustes tem ficado difícil para quem tem mais despesas para se manter e isso prejudica o setor. Por causa disso agora nós vamos analisar esse reajuste e reagir conforme o mercado local. Se a concorrência aumentar o preço, nós também vamos. Se não aumentar, nós também não vamos. Se não for feito dessa forma, cada vez se perdem mais clientes. E se houver reajuste para o consumidor, deve ficar entre R$ 1 e R$ 2 – explica Rossi.

O posicionamento de Rossi é o mesmo de outro empresário xanxerense, que também atua no ramo mas prefere não se identificar. Ele diz que, para que a empresa consiga se manter com margem de lucro e com as contas em dia, cada botijão de gás de cozinha deveria ser vendido de R$ 85 a R$ 87, pois sempre existem outros reajustes menores no produto e que a empresa vai absorvendo.

- Tem muitas pessoas que compram o gás de uma revenda e passam para o consumidor e outros que não avaliam os gastos como um todo, que não passam os reajustes porque vendem a mesma quantia por mês e, para eles, está bom. Não prestam nem assistência para o consumidor em caso de problema com o produto e depois as pessoas acabam vindo nos procurar. Então, em função disso, é possível que a gente nem repasse o reajuste e acabe absorvendo de novo, como acontecem várias vezes, para que a gente consiga se manter no mercado – afirma o empresário.

 

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Fonte: Tudo Sobre Xanxerê

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