Ingestão de objetos estranhos por crianças dobrou em 20 anos

 

 

Um estudo do Nationwide Children's Hospital, nos Estados Unidos, publicado na revista Pediatrics mostrou que a taxa de ingestão de objetos estranhos entre crianças com menos de 6 anos quase dobrou entre 1995 e 2015.

Houve um aumento de 92% do número de crianças que ingerem moedas, brinquedos e outros objetos incomuns, incluindo baterias potencialmente fatais. O aumento foi de cerca de 4% ano ao longo desse período.

Foram analisados 29 mil casos. Com base nesses casos, o estudo estimou que 759 mil crianças haviam sido atendidas nos pronto-socorros dos Estados Unidos em decorrência de ingestões durante os 20 anos de estudo. 

A pesquisa mostra que meninos ingeriram objetos estranhos com maior frequência (52,9%), assim como crianças com 1 ano de idade (21,3%).

A maioria das crianças recebeu alta após a suspeita de ingestão (89,7%). Entre os tipos de objetos ingeridos, as moedas foram os mais frequentes (61,7%). Em seguida estão brinquedos (10,3%), joias (7,0%) e baterias (6,8%).

Em todas as faixas etárias, a moeda de um centavo foi a mais frequentemente ingerida (65,9%). Baterias botão foram os tipos de bateria mais ingeridas (85,9%).

Outros tipos de objetos ingeridos foram brinquedos, joias, pregos, parafusos, acessórios de cabelo, ímãs e decorações de Natal. A maioria das ingestões ocorreu entre crianças de 1 a 3 anos. Joias e acessórios de cabelo foram engolidos com mais frequência entre meninas e parafusos e unhas, por meninos.

A pesquisadora pediátrica em gastroenterologia no Nationwide Children's Hospital, Danielle Orsagh-Yentis, que liderou o estudo, em entrevista ao The New York Times, considerou essa tendência chocante e atribuiu esse aumento à proliferação de produtos eletrônicos utilizados dentro de casa que dispõem de baterias botão como termômetros, brinquedos e controles-remoto.

A ingestão de baterias botão, que pode ser fatal, aumentou 150 vezes durante o período estudado. De acordo com dados da Academia Americana de Pediatria, quando engolida, pode desencadear uma série de reações químicas com risco de queimaduras e danos ao organismo dentro de duas horas, além de perfuração e hemorragia.

A frequência de ingestão observada ressalta a necessidade de mais pesquisas para determinar a melhor forma de prevenir esses acidentes, conclui o levantamento.

 

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Fonte: R7

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