Eleições na Espanha marcam vitória do bloco de esquerda

 

Os socialistas da Espanha estão caminhando para a vitória na terceira eleição em quatro anos, mas não conseguiram atingir a maioria das cadeiras do Parlamento, segundo resultados parciais das urnas divulgados neste domingo (28).

 

O PSOE, partido do premiê Pedro Sanchez, deve chegar a quase 30% e, para formar um novo governo, precisaria do apoio da esquerda radical Podemos e dos nacionalistas catalães e bascos.

 

O primeiro-ministro socialista se apresentou como um baluarte contra o avanço da extrema-direita, mas, pela primeira vez desde que o regime militar terminou na década de 1970, um partido desse campo político deve entrar no Parlamento.

 

O Vox se opõe ao multiculturalismo, ao feminismo e à livre migração.

 

Segundo os dados divulgados até as 17h (horário de Brasília), com 66,3% dos votos apurados, os socialistas tiveram 29,3% dos votos, seguidos do Partido Popular (16,7%), os Ciudadanos (15,3%), Unidas Podemos (14,2%) e Vox (10%).

De acordo com os resultados preliminares, os socialistas devem ganhar 123 assentos e o ex-parceiro de coalizão Podemos, 42 assentos. No total, 165.

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Como não alcançam o patamar necessário de 176 cadeiras para uma maioria parlamentar, eles devem buscar o apoio dos partidos catalães pró-independência e dos nacionalistas bascos.

Do outro lado, o Partido Popular (PP), que governou a Espanha até deixar o poder em maio de 2018 em um voto de desconfiança, está caminhando para a pior eleição de sua história, com somente 65 assentos.

A cifra é muito aquém de uma coalizão majoritária com a centro-direita (Ciudadanos), com 57, e a direita radical (Vox), com 15. No total, teriam 137 assentos.

Os candidatos dos 5 principais partidos são Pablo Casado (PP), Pedro Sánchez (PSOE), Pablo Iglesias (Unidas Podemos), Albert Rivera (Ciudadanos) e Santiago Abascal (Vox).

Os candidatos dos 5 principais partidos são Pablo Casado (PP), Pedro Sánchez (PSOE), Pablo Iglesias (Unidas Podemos), Albert Rivera (Ciudadanos) e Santiago Abascal (Vox).

 

A campanha altamente polarizada foi dominada por questões como identidade nacional, igualdade de gênero e o futuro da Catalunha.

A região semi-autônoma realizou um referendo sobre a independência em outubro de 2017 e declarou sua independência da Espanha semanas depois.

Uma dúzia de líderes desse movimento já foi julgada em Madri, enfrentando acusações como rebelião e insubordinação.

Analistas afirmam que o apoio ao Vox foi impulsionado pela raiva generalizada da independência. O partido se opõe fervorosamente a qualquer concessão aos separatistas.

Eleitores em uma secao de votacao 28042019174021846

Fonte: BBC NEWS BRASIL

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