Maradona do Oeste prestigia time em noite de partida

Fanático pelo River, "Maradona" volta a ficar perto do clube do coração em SC

 

 

Os traços de Júlio Blas são semelhantes ao do maior ídolo do futebol argentino: Diego Maradona. Tanto que nas ruas e pelos amigos, o produtor musical, de 53 anos, é chamado pelo nome do camisa 10 que levou argentina ao bicampeonato mundial de 1986. Há 11 anos no Oeste catarinense, Blas deixou Buenos Aires para buscar novas oportunidades profissionais.

 

Nesta quarta-feira, ele vai ter a oportunidade de estar perto novamente do time do coração, o River Plate. Mesmo em território inimigo, incomoda vizinhos e mais próximos. Aposta com qualquer um que a vaga na semifinal da Copa Sul-Americana, disputada na Arena Condá, entre Chapecoense e a equipe alvirrubra nesta quarta-feira, será dos argentinos. Além disso, passa informações sobre o grupo verde e branco para os conterrâneos.

 

 

Obviamente todo time brasileiro é perigoso. Falei que a Chape é um time que está crescendo, que é perigoso. Mas tenho certeza que vai passar o River

 

"Maradona do Oeste"

“Maradona” lembra a primeira vez que foi ao estádio. Não era nem criança. Antes disso, ainda. Estava na barriga da sua mãe, que adorava futebol e ia constantemente ao Monumental de Núñez. Ali, segundo Blas, começou sua paixão pelo "Los Millonarios". 

 

Quando morava na capital argentina, ia praticamente a todas as partidas. Tem camisas, bandeiras, faixas e copos do River. Por isso, ficar feliz caso o resultado desta quarta seja favorável ao Verdão do Oeste é algo que o produtor nem cogita.

 

- Obviamente todo time brasileiro é perigoso. Falei que a Chape é um time que está crescendo, que é perigoso. Mas tenho certeza que o River vai passar. 

 

O fanatismo é de família. E vai de cima para baixo. Além da mãe, quatro dos seus cinco filhos seguiram sua paixão pelo alvirrubro. Apenas um, a “ovelha negra”, caiu para o lado do Bocas Juniors, arquirrival da capital argentina. Um desgosto pelo fanático- o verdadeira Maradona, ídolo argentino, porém, tem toda sua história vivida no Boca. 

 

– Minha família é quase toda River. Tenho até sobrinho com tatuagem do escudo. Sou um apaixonado pelo clube desde criança. Minha mãe sempre ia no estádio, na arquibancada exclusiva para mulheres. Comecei na barriga da minha torcida – conta, sorridente e orgulhoso. 

 

Blas mora em Xaxim, cidade que fica a 26 quilômetros de Chapecó. Brincadeiras à parte, ele reconhece o crescimento recente do time da região. E destaca que o duelo com os argentinos é algo que vai marcar a história do clube verde e branco. 

 

– Para Chapecó vai ser muito importante. Um time que está dois anos na primeira divisão atuar em uma partida internacional. Ainda mais diante de um gigante do futebol. A Chapecoense está enfrentando o campeão da América. É um grande feito – enalteceu.

 

A curiosidade na Argentina quanto à equipe do Oeste catarinense é grande. De vez em quando, o Maradona radicado no Brasil serve como fonte para as dúvidas e curiosidades do amigos e parentes sobre a Chapecoense. 

 

– Jogar contra qualquer time do Brasil, que é um país de potência no futebol, sempre preocupa. É complicado. Existe uma rivalidade grande entre Brasil e Argentina. É um clássico do mundo no futebol.

 

O esperado embate com o River Plate ocorre nesta quarta-feira, às 22h. O jogo é na Arena Condá, e a Chapecoense tenta avançar para as semifinais da Sul-Americana. Na ida, 3 a 1 para os argentinos e, se quiserem avançar, os catarinenses precisam de, pelo menos, um 2 a 0.

 

 

Globoesporte /  (Foto: Arquivo Pessoal)

 

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Fonte: Globoesporte

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